Clube da Dona Menô
Dona Menô


Morta na banheira

(Leila Marinho Lage)

Ela não conseguia parar a vontade
Seu corpo vibrava em total liberdade
Suas mãos passeavam
no corpo gemente...
...Ele estava lá , atuante, presente...

Sua umidade se unia
à água que corria...
...Na noite de sensualidade e magia...
a fêmea tremeu, gemeu de alegria
pra afogar a falta de companhia

O segredo do orgasmo solitário
Vinha manso e chegando forte
Não queria morrer e pedia a morte...
...Na loucura prazerosa do imaginário...
chamava seu homem em pensamento

Deixava-se ao poder do ritual...
...Morta na banheira...
fez valer seu momento
Matou o desejo
 do lúdico e sensual

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